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MAGNUS LUNDGREN – MÖRE, NORUEGA

July 31st, 2009 Posted in Northern Europe, Uncategorized

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A Meca da macro na “floresta tropical”… e ainda sem as orcas!
Os relatórios pré-viagem faziam-me dar cambalhotas, se pudesse… Olav, o comandante, falou-me de 40-50 Orcas á volta do barco ao longo da costa de Möre com o mar parado. Tudo o que me passava pela cabeça era: “Parece demasiado bom para ser verdade!” Tinha chegado a altura da minha segunda tentativa para encontrar as magníficas Orcas, por isso apanhei o voo para Trodheim com o espírito bem alto.

As Orcas seguem o arenque (Clupea harengus) – uma das mais abundantes espécies de peixe do planeta. Existem duas diferentes populações destes arenques e o chamado “Arenque de desova primaveril Norueguês” é considerado como a maior do mundo. Estes arenques eram a nossa chave para encontrar as Orcas.

O arenque tem um padrão anual que se move no sentido dos ponteiros do relógio no Mar da Noruega mas este padrão de migração muda de tempos a tempos. Deslocam-se para os locais onde passam o inverno em Setembro e Outubro e desde há muito tempo que essa localização tem sido os fiordes da Noruega.

Agora isto voltou a mudar. A nova zona fica longe da costa da Noruega e esta é a razão mais provável para ainda não termos encontrado Orcas em números idênticos aos encontrados á volta de Lofoten, em Novembro passado.

Depois do Inverno, a migração dos Arenques inicia-se em meados de Janeiro. Existe uma versão Norueguesa da migração da sardinha Sul-Africana que se desloca de Norte para Sul ao longo da costa. A ideia era seguir á frente dos arenques de maneira a podermos encontrar as Orcas a banquetearem-se. Na semana anterior à “minha” semana, o comandante disse que tinha sido um grande sucesso, tal como me disse o Olav.

Lá encontrei o meu caminho até ao barco em Kristiansund desde Trodheim mas o tempo já tinha mudado para pior. O vento forte, o mar bravo e a pouca visibilidade tinham-se instalado, dando-nos as condições longe do que seria ideal. Mesmo assim, saímos para o mar e contactámos a frota de pesca Norueguesa no mar alto. Por vezes a neve limitava a visibilidade a 100 metros à volta do barco. O sonar mostrava os cardumes de arenque e as redes dos barcos de pesca estava cheias de peixe. As Orcas estavam lá de certeza mas nós não as conseguíamos ver.

Continuámos a tentar durante toda a semana no revolto Mar do Norte. Todos os que estavam envolvidos tentaram arduamente mas a natureza não permitia e o tempo assim continuou mostrando várias caretas. Após passar uma semana no mar fico triste em informar que não vi uma única barbatana de Orca.

Floresta tropical Europeia
Todas as noites, após atracarmos onde quer que estivéssemos ao longo da costa, virava as minhas lentes para o grande habitat e um grande recurso do mar – a floresta de kelp. Mergulhar e fotografar à noite, foi o meu consolo, tal como tinha acontecido em Lofoten.
A magnífica floresta de kelp, domina toda a costa ao longo de Möre. Esta floresta é o mais produtivo habitat da Europa, produzindo mais biomassa por metro quadrado do que qualquer outra na Europa. Por isso é por vezes chamada de “floresta tropical Europeia”.

Por isso, as minhas visitas diurnas, ou nocturnas a esta “floresta tropical” durante a noite, eram como um mergulho tridimensional numa floresta cheia de características interessantes. A água estava límpida, muito salgada e a temperatura de gelar. Mas apesar do tempo que fazia lá em cima, encontrava sempre abrigo na floresta de kelp. O kelp é sempre um local de uma verdadeira beleza e ao mesmo tempo de uma importância vital, criando locais de refúgio e infantários para muitas criaturas marinhas.

Todas as noites mergulhava nesta floresta, procurando as estranhas criaturas e belos peixes que lá vivem. Cada momento que lá passava, fica mais fascinado. A dimensão e alcance do kelp ao longo da costa é enorme – e no entanto cada folha de kelp é como um micro cosmos. Cheia de hidróides, cabozes adormecidos, fortes caranguejos, camarões prestes a desovar, delicados caracóis e fantásticos nudibrânquios que estavam no seu período de acasalamento. Peixes de emboscada, escondiam-se no fundo do mar, com o kelp como tecto. Era engraçado o contraste disto com a infrutífera busca no vasto oceano por Orcas.

Durante estes mergulhos, não havia mais nada para além da gelada temperatura da água ou um cartão CF cheio, que me forçasse a vir à superfície. Mais uma vez, não havia Orcas mas mesmo assim um fantástico e muito importante habitat da Europa. A floresta de kelp é um lugar de grande importância e beleza e agora ocupa também um importante lugar na minha memória. Verdadeiramente espectacular.

Depois das minhas buscas em Möre, dirigi-me para Trondheimfjorden, que fica relativamente perto, para ver se consigo encontrar a misteriosa Quimera (Chimaera monstrosa) nas profundezas.
Brevemente!


Queiram por favor ter em consideração que as entradas no blog expressam a opinião dos nossos fotógrafos mas não necessariamente a dos directores do Wild Wonders of Europe.


Please note that blogs reflect our photographers' opinions and not necessarily those of the directors of Wild Wonders of Europe.

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