LAURENT GESLIN - RAPOSAS URBANAS, LONDRES, REINO UNIDO I
July 21st, 2009 Posted in Uncategorized, Western EuropeOther Languages:
Wild Wonders of Europe… Mmmhh, locais remotos, pacíficos, verdes e longe dos humanos… por isso a minha próxima missão é em: Londres.
Depois de Barcelona e do Falcão Peregrino, o Wild Wonders of Europe, enviou-me para uma das mais povoadas capitais da Europa para conseguir algumas novas imagens de raposas vermelhas… Já trabalhei muito com raposas mas isso foi há muito tempo. Todos os locais a que costumava ir mudaram e as raposas desapareceram. Por isso decidi falar do projecto a metade dos Londrinos…
Depois de uma entrevista na rádio BBC, uma página 3 cheia no The Guardian local, emails enviados para todos os meus contactos, organizações de vida selvagem e biólogos, pensei que não seria difícil encontrar um refúgio urbano, dentro ou à volta de Londres…errado.
Na semana passada visitei pelo menos 15 jardins, mas nenhum era suficientemente bom para fotografar. Ou tinham demasiados arbustos, ou eram pequenos, ou mal orientados, ou a família de raposa tinha-se mudado há já alguns dias… Tinha receio de falhar uma missão tão “simples” quando há uns dias atrás resolvi voltar a um local onde costumava fotografar a vida selvagem urbana.
Estranhamente, encontrei um amigo que conheci há uns anos atrás e que me disse que tem alimentado uma raposa fêmea que vinha todas as noites a um parque de estacionamento. De facto, a fêmea apareceu por volta das 6 da tarde e deu-me algumas oportunidades fotográficas para o primeiro dia. Mas mais importante – ela tinha crias…
Há dois dias atrás, encontrei-a num baldio, a dormir na erva alta, cedo pela manhã. Esperei a manhã inteira e quando ela acordou, desenterrou alguma comida e dirigiu-se de imediato para os arbustos. O esconderijo deve ficar ali perto mas assim que me viu segui-la, correu e acabei por perdê-la. Fiquei lá o dia inteiro e ao princípio da noite, segui-a de novo até ao parque de estacionamento onde o meu amigo a alimentava. Desta vez, não ficou muito tempo. Pegou em alguns ossos de galinha e voltou para o local onde eu a tinha encontrado de manhã.
Mais uma vez, não a consegui acompanhar, pois corria o suficiente para eu a voltar a perder de novo mas consegui ver uma cria. Depois ela voltou de novo na minha direcção e parecia mais relaxada. Ficou durante alguns minutos e chegou até a cheirar a minha mochila. Consegui segui-la durante o resto da noite; ia cheirando e marcando o seu território enquanto inspeccionava tudo o que era novo no seu caminho.
Este já é o quarto dia e parece que ela já se habituou à minha presença, Regularmente, assobio levemente – isto é para ela me reconhecer quando estou à sua procura e também para evitar surpresas e para não a assustar. Deixa-me ficar perto dos arbustos mas assim que uma das crias sai ela corre para a colocar novamente lá dentro. O próximo desafio é aceitar-me junto das suas crias. Ainda me restam 5 dias para isso…
Queiram por favor ter em consideração que as entradas no blog expressam a opinião dos nossos fotógrafos mas não necessariamente a dos directores do Wild Wonders of Europe.
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