PETER LILJA – CRETA, GRÉCIA
June 3rd, 2009 Posted in Southern Europe, UncategorizedOther Languages:
Olá. Aqui vai a minha primeira entrada no blog sobre a minha viagem a Creta!
Creta é a maior das ilhas Gregas e a quinta maior do Mar Mediterrâneo com uma área de 8336 Kms². Foi o centro da civilização Minóica (2600-1400 AC), e a civilização Grega mais antiga que se conhece.
A ilha é extremamente montanhosa com uma alta cordilheira que se estende de Este a Oeste, formada por três diferentes grupos de montanhas – As Lefka Ori (montanhas brancas), as Idi Range (Psiloritis) e as montanhas Dikti, Kedros e Thripti.
Estas montanhas proporcionam a Creta planícies férteis, tais como Lasithi, Omalos e Nidha e por ali encontro muitas plantas.
Durante a Primavera, Creta é o paraíso para gente interessada em botânica e ornitólogos, fotógrafos, etc.
Quando cheguei ao aeroporto de Chania, a Oeste de Creta, o céu estava limpo e com Sol.
Liguei para a Julia Jones, visto ela ser uma autoridade no que respeita à situação das flores na ilha. Ela tem um website, www.flowersofcrete.info, que se revela como um excelente guia quando queremos encontrar flores em Creta. Conduzi pela estrada nacional em direcção à zona Este da ilha. Julia mora em Elounda e recomendou-me que ficasse numa pequena aldeia montanhosa de Kritsa. Esta é uma das mais antigas e pitorescas aldeias em Creta, construída em socalcos numa encosta rochosa chamada Kastellos.
Pela manhã, Julia e a sua amiga Rosemary, que é botânica em Inglaterra, foram-me buscar e seguimos até à planície de Katharo. Encontrámos uma grande diversidade de flores e a Rosemary foi muito prestável ao segurar nos meus reflectores e difusores.
Muitas Tulipas (Tulipa saxatilis), orquídeas e um prado com Camomilas e Anémonas vermelhas, era algo realmente fotogénico.
Fiz uma macro de uma Cercefis e pequenos ácaros corriam pelas suas pétalas como pequenos pontos vermelhos.
A tarde e a noite em Kritsa foram muito barulhentas porque se celebrava a Páscoa e por aqui têm como tradição, atirar dinamite das rochas provocando violentas explosões.
No dia seguinte continuámos a nossa busca por flores e encontrámos v+árias. À tarde continuei sozinho e desloquei-me para Este e quando passei Pachia Ammos, a luz do fim de tarde estava muito boa, por isso montei a minha câmara na praia e fiz algumas fotos da igreja com algumas flores cor-de-rosa.
São chamadas de chorão e foram plantadas na ilha. Sendo nativas da África do Sul, infelizmente competem com a vegetação natural de Creta.
No dia seguinte continuo mais para Este e páro em Vai, que é um local bastante conhecido com muitas palmeiras na praia. A zona Este é muito seca e não tão verde quanto a zona Oeste. Voltei mais para trás e apanhei um belo pôr-do-sol sobre a costa, perto de Mirsini. A estrada entre Pachia Ammos e Sitia possui uma bela paisagem e é uma das zonas mais bonitas da ilha.
Fiquei-me por Mochlos e apreciei as suas comemorações da Páscoa ao entardecer. Havia uma grande fogueira na praia e muito fogo-de-artifício.
No dia seguinte pela manhã já me encontrava a rastejar num pequeno campo, com uma boa luz a fazer algumas fotos. Depois disso continuei o meu caminho em direcção à zona central de Creta. Fiz uma pequena pausa perto de Heraklion numa pequena aldeia chamada Archanes, perto de Knossos, que já tinha ouvido dizer que havia algumas orquídeas e outras flores nas encostas. Após uma pequena busca, encontrei algumas flores e fiz algumas fotos com a minha câmara. Por falar nisso, a primeira palavra Grega que aprendi foi “Kalimera”. Ao princípio, pensei que toda a gente dizia “camera” pela manhã mas um tempo depois descobri que era “kalimera” (bom dia). ![]()
As minhas expectativas eram altas quando me dirigi para Spili, que fica muito perto de Rethymnon. Tinha sido informado que as encostas perto de Spili tinam muito para dar no que respeitava a orquídeas e outras flores.
Sobre isso, irá haver mais novidades no meu próximo relato para o blog desde Creta. Por isso, estarei de volta brevemente…
Please note that blogs reflect our photographers' opinions and not necessarily those of the directors of Wild Wonders of Europe.














One Response to “PETER LILJA – CRETA, GRÉCIA”
By Olga Porto on Mar 24, 2010
As fotografias são perfeitas quando conseguem transportar quem as vê ao lugar onde foram feitas, ou quase tocando o objeto em foco.
Perfeitas!
Saudações de uma fotógrafa amadora do Brasil