Markus Varesvuo - Hungarian Pustza 01
May 16th, 2008 Posted in Eastern Europe, UncategorizedOther Languages:
May 16, 2008
Com uma semana já passada e uma à frente para o “Hungaria Pustza”, só posso dizer que não tem sido fácil. Em pé desde as quatro da manhã para apanhar o nascer do sol com as Garças no lago Csaj, a meio do dia e e princípio da tarde atrás dos Abelharucos que pousavam e levantavam com o forte vento que se fazia sentir (conseguiu levantar o tripé com a câmara, a lente 500m e o sistema de disparo remoto) e ao fim da tarde e à noite tive de ir até um bebedouro que ficava a 70 Km’s do meu acampamento numa floresta em Pusztaszer.
Os meus objectivos eram fotografar o Papa-Figos e o Peto-Verde. Já os tinha visto lá mas ainda não os tinha fotografado. Tirei algumas fotos do Peto-verde mas foram quase todas de banhos de areia atrás de um pequeno charco e nada de espectacular.
Durante a primeira hora estive bastante ocupado mas não havia nada de interessante e nem sinais dos sujeitos que me levaram até ali. Durante a maior parte do tempo não se passou mesmo nada. Então um pequeno Gavião fez o seu primeiro ataque contra um grupo de umas dez aves que se estavam a banhar dispersando-as em todas as direcções num pânico total. E apanhou uma! Grande caçador. Pouco depois vi uma fêmea de Gavião pousada num ramo próximo. Não era de admirar que não houvesse acção! Com 2 predadores a voar por ali, ninguém se aproximava para tomar banho ou beber.
De maneira que continuo sentado à espera do Papa-Figos e do Peto-Verde mas por outro lado tinha 2 Gaviões para compensar. E ainda havia os Estorninhos, Chapins, Rouxinóis, Felosas, Pica-Pau Malhado Grande, Tordeias, Tordos, Melros, Verdilhões, Escrevedeiras-Amarelas, Bicos-Grossudos, Tentilhões, Rolas, Poupas e Toutinegras. Ainda ouvi um Peto-Preto mas não saí para o ver como há dois dias atrás. Nem o Cuco.
Agora, às dez da noite sigo para um pequeno esconderijo por entre a neblina e as árvores junto ao lago Csaj para fotografar Garças, Colhereiros, Gaivotas, Garças-Reais, etc. O sono de ontem, apenas duas horas, começam a parecer demasiado curto. Hoje à noite também não há muito tempo para dormir.
P.S.- O bater das asas da Rola estava sincronizado com a velocidade de disparo da minha câmara. As primeiras 8 fotografias estavam praticamente idênticas com as asas bem abertas mas à frente da face. Depois o ritmo mudou e já a apanhei. Foi um enorme golpe de sorte apanhar a Rola a pairar sobre as águas do lago.
Tradução: Gonçalo Lemos – www.fotonaturis.org
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